A recente discussão sobre a omissão de criptoativos em processos judiciais revela um ponto estrutural sobre como esses bens ainda são tratados como patrimônio à margem do sistema formal. Nossa sócia Astrid Lima Rocha aborda esse cenário em artigo para o Estadão, explicando que o desafio atual não reside na tecnologia em si, mas na falta de integração dos ativos digitais aos mecanismos de governança e aos deveres informacionais que regem as estruturas societárias e sucessórias.
Para garantir a segurança jurídica e a proteção reputacional, o texto defende que a maturidade das instituições será medida pela capacidade de submeter o patrimônio digital aos mesmos padrões de diligência e prestação de contas aplicáveis aos ativos tradicionais. A adoção de inventários formais, políticas claras de custódia e registros contábeis consistentes surge como um passo essencial para mitigar conflitos e assegurar a integridade fiscal em um ambiente de crescente complexidade regulatória.